quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O assunto é instigante e sempre alvo de questionamentos: as crianças vão todas para o céu? São pecadoras ou inocentes? A partir de qual idade uma criança é considerada capaz de ter consciência sobre bem e mal? Quais os princípios Bíblicos a respeito da salvação infantil? Farei um esforço para elucidar o caso, considerando passagens Bíblicas e a observâncias do cotidiano que inclui diariamente em seus noticiários crianças; tanto como vitimas, quanto como vilãs. É difícil não se comover com o simples olhar para uma criança, de colo, especialmente. Elas transmitem pureza e alegria, renovação da vida e esperança. Porém, nos últimos séculos, a infância tem se modificado e crianças estão cada vez mais adultas. Tenho lido vários artigos sobre o tema, mas em nenhum deles, encontrei referências a uma passagem Bíblica que considero importantíssima e esclarecedora. Já ouvi grandes e famosos evangelistas dizerem que não existe uma só passagem Bíblica sobre condenação de crianças, mas existe , ela está no livro do profeta Ezequiel 9:2-6: "E eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, e cada um com a sua arma destruidora na mão, e entre eles um homem vestido de linho, com um tinteiro de escrivão à sua cintura; e entraram, e se puseram junto ao altar de bronze. E a glória do Deus de Israel se levantou de sobre o querubim, sobre o qual estava, indo até a entrada da casa; e clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de escrivão à sua cintura. E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. E aos outros disse ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, jovens, virgens, crianças e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa." Os seis homens com vestes de linho e tinteiro na cintura são anjos de Deus designados para exercer julgamento sobre Israel marcando um sinal na testa dos salvos. Estes não seriam mortos. Quem não tivesse o sinal estaria condenado por Deus por causa das abominações cometidas e a resistência ao arrependimento e aqui se inclui tanto velhos quanto crianças (não especifica a idade) Essa passagem é idêntica a Apocalipse 7:2-3: "E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus." Anjos assinalando uma marca invisível a olhos naturais como sinal de proteção Divina contra a morte eterna. A tradução para "assinalar ou marcar" corresponde a "tau", última letra do alfabeto hebraico semelhante a uma cruz, um X. Assim, diante do exposto, crianças são passíveis de julgamento Divino e consequentemente de condenação. Mas isso não se aplica a bebês, crianças de colo até a fase em que ainda não têm capacidade de caminhar, falar, agir, se movimentar sem ajuda de adultos e discernir moral e eticamente. Esse argumento, seria sustentado pela passagem Bíblica da morte do recém-nascido filho de Davi com Betseba. Ao receber a triste notícia o pai lamenta: "Porém, agora que está morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim" II Samuel 12:23. Agora, saber a idade exata considerada por Deus para se responder pelo pecado é algo que julgo não está a nosso alcance. Cinco, seis, sete anos? Sobre isso de fato, não há referência Bíblica. Existe o relato do garoto Samuel, ainda criança trabalhando no Templo, em Siló, auxiliando Eli no sacerdócio. O que implica dizer que Samuel era uma criança, mas já discernia sobre bem e mal, pecado e obediência, I Samuel 2:18. " Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho". Na lei judaica, ao completar 13 anos, os meninos atingem a maioridade religiosa. Ou seja, têm perfeito conhecimento sobre pecado e obediência e condições para escolher os caminhos a seguirem. Essa fase, é comemorada por toda a família em uma cerimonia chamada de Bar-Mitzvá: " Código de Lei Judaica ensina que, a partir dessa data, os jovens passam a ser totalmente responsáveis pelo cumprimento dos Mandamentos Divinos, as mitzvot, não mais os cumprindo apenas porque assim seus pais lhe ensinaram. Seu pai, portanto, deixa de ser responsável pelos seus atos, como está prescrito no Shulchan Aruch HaRav. Em hebraico, Bar-Mitzvá e Bat-Mitzvá, significam literalmente filho ou filha do mandamento". Para as meninas, existe o Bat-Mitzvá, ao completarem 12 anos, o significado é o mesmo. Assim, sabemos através do livro do profeta Ezequiel (9:2-6) que as crianças serão julgadas por Deus para salvação ou condenação. Apocalipse 7:2-3 confirma esse julgamento. Sabemos, através da morte do recém-nascido filho de Davi, que as crianças de colo herdarão o reino de Deus, que existe uma idade limite na infância para se responder moralmente por seus atos. No judaísmo, meninos a partir dos treze anos e meninas a partir dos doze oficialmente têm capacidade de discernir espiritualmente entre bem e mal, pecado e obediência. E fora do judaísmo, com que idade uma criança responde espiritualmente por seus atos? Nos Estados Unidos, qualquer criança que praticar homicidio ou crime grave, responderá por seus atos perante a justiça. Diríamos que a maioridade penal é um pré suposto para maioridade espiritual. Se alguém é capaz de responder judicialmente por seus crime, pela lógica, também é capaz de responder por sua vida espiritual. Treze estados norte americanos fixaram a idade penal entre 6 e 12 anos de idade. Crianças de 14 anos já foram condenadas a cadeira elétrica. Você poderá ler sobre isso Aqui (maioridade penal) e Aqui (crianças assassinas). Se considerarmos a lei brasileira, essa idade se estende até os 18 anos, abaixo disso (entre 12 e 17anos) criminosos estarão sujeitos a medidas correcionais . Esse passeio pela maioridade civil é válido porque queiramos ou não, rege as leis de responsabilidade moral dentro da infância. A lei de Deus é distinta da lei dos homens, porém, Deus está no controle da história da humanidade e Ele mesmo, no Antigo Testamento, pede para que sejam colocados juízes sobre a terra e até criou as cidades refúgio, sinalizando ali para as penalidades por crime, referências Bíblicas: Êxodo 21; 12-13, Números 35; 6-28, Deuteronômio 4; 41-43 19; 1-13, Josué 20;1-9 Esses fatos não elucidam a questão sobre a idade estabelecida por Deus para responder espiritualmente por seus atos, mas ajudam a enfatizar a necessidade de salvação na infância. Todos precisam fazer uma decisão na vida sobre a quem seguir: bem ou mal. Todos, inclusive crianças necessitam buscar relacionamento com Deus a fim de serem resguardadas espiritualmente. Deus estabeleceu um Caminho para salvação e Ele está disponível para todos os povos, em todos os lugares da terra. Se uma criança, por qualquer motivo, não teve a oportunidade de frequentar uma igreja, conhecer a Palavra de Deus, nascer em um lar cristão, mas demonstrar através de seus atos se escolheu bem ou mal em seu coração, se ama a Deus ou escolheu o mundo, isso Deus considerará, porque o Senhor é justo. " Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura ou reta". Provérbios 20:11 "Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego; Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei;Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo" Romanos 2:10-16. Paulo faz referência aos que tiveram oportunidade de ouvir a Palavra de salvação, mas não se arrependeram . Já outros, nunca ouviram, mas demonstram ter Cristo Jesus no coração e assim se comportam perante o mundo. Todos esses casos, considerados segredos dos homens, serão julgados por Deus, não cabendo a nenhum de nós desvendar os principios desse julgamento. Das Crianças é o reino dos céus: E como fica a passagem Bíblica tão frequentemente usada para apoiar a interpretação de que toda criança herdará o Reino dos céus? Certamente, tudo que foi dito aqui, não anula esse trecho das Escrituras, pelo contrário, ele se torna ainda mais enfatico. Agora vamos observar o original grego desse verso: O grego toiouton não se refere às crianças e deve ser traduzido conforme, por exemplo, a NVI, e é compatível com Mateus 18.3,4: “Então disse Jesus: Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas.” (luis Sayão, no artigo: É das crianças o reino de Deus? ) O Reino dos céus pertence aos que se assemelham a crianças e aqui voltamos àquelas crianças do inicio do artigo: de colo que dependem de adultos para se moverem e fazerem escolhas. Dependem de sesu pais e confiam neles deliberadamente. E Deus nos diz que para que adultos alcancem o Reino de Deus, têm que gir como essas crianças, sendo dependentes e entregues a Sua vontade e direção. “E disse: Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus” (MT 18.3,4). Ficamos por aqui com o tema, esperando ter contribuído para uma maior compreensão sobre salvação na infância. Deus nos abençoe. T

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

sã doutrina

A palavra doutrina se origina do grego: “didache”, que significa ensino ou instrução dos apóstolos. Entendemos que a sã doutrina é a revelação do Eterno Deus por meio das sagradas escrituras e representa o alicerce e o sustentáculo da verdadeira fé cristã.
Vejamos o que a bíblia nos ensina sobre a sã doutrina:
I.TIPOS DE DOUTRINAS EXISTENTES:
A.Doutrinas de homens: (Mc 7.6-9; Mt 15.6-9).
B.Doutrinas de hereges: (Ap 2.6,15)
C.Doutrinas de demônios: (I Tm 4. 1-2).
D.Doutrina de Deus: (Jo 7.16; Tt 2.10).
II.CONSIDERAÇÕES ESSENCIAIS ACERCA DA SÃ DOUTRINA:
A.Precisamos cuidar da sã doutrina (I Tm 4.16).
B.Devemos nos afastar dos que vivem em desacordo com a sã doutrina (Rm 16.17).
C.Devemos nos afastar dos opositores a sã doutrina. (I Tm 1.9-11).
D.O motivo da existência de falsas doutrinas. (I Tm 6.3-5).
E.Não devemos recebê-los nem cumprimentá-los. ( II Jo 10).
F.Haverá tempos em que não suportarão a sã doutrina. (II Tm 4.3).
G.Cuidado com os ventos de Doutrina. (Ef 4.14).
III.A IMPORTÂNCIA DA SÃ DOUTRINA:
A.Jesus tinha uma Doutrina: (Mt 7.28; Mt 22.33; Lc 4.32).
B.Os Cristãos primitivos tinham uma Doutrina a qual perseverava: (At 2.42).
C.Os crentes de Roma pautavam sua vida por excelente doutrina: (Rm 6.17).
D.Paulo recomendou a Tito e a Timóteo o cuidado com a doutrina: (ITm 1.3-10; 4.6-16; 6.3; II Tm4.3; Tt 1.9; Tt 2.1).
E.João determinou a doutrina: (2Jo .9).
F.João recomendou a doutrina: (2Jo 10).
G.A doutrina proporciona comunhão com Deus: (2Jo .9).
H.A doutrina proporciona piedade: (I Tm 6.3)
IV.A NECESSIDADE DA SÃ DOUTRINA:
A. Preservar dos falsos profetas: (Mt 24.24; Mt 7.15).
B. Preservar das heresias e apostasias: (II Ts 2.3; I Tm 4. 1-2).
C. Para não corromper nosso entendimento: (II Ts 2.2).
D. Devemos guardar as tradições: (II Ts 2.15).
E. Proporciona-nos a segurança da salvação em Cristo: (I Tm 4:16).
F. Santifica-nos: (Jo 17:14-17).
G. Tornar-nos sábios: (II Tm 3:15).
H. Tornar-nos obedientes: (Rm. 6.17).

terça-feira, 3 de outubro de 2017

APRESENTAÇÃO da nossa DECLARAÇÃO DE FÉ É com imensa satisfação que apresentamos à Assembleia de Deus no Brasil a nossa DECLARAÇÃO DE FÉ. A análise feita pela liderança da Assembleia de Deus no Brasil, em consonância com a COMISSÃO de TEÓLOGOS indicados para a apreciação do nosso CREMOS, entendeu pela imperiosa necessidade de complementar e aperfeiçoar o CREMOS. Durante todo um ano, a COMISSÃO apreciou, rebuscou em outros credos análogos, no afã de presentear-nos um trabalho com a grandeza que este é apresentado; sem oferecer nenhuma oportunidade para vicissitudes. O grande valor desta DECLARAÇÃO DE FÉ está em sua íntima e inseparável comunhão com as doutrinas bíblicas. O conjunto harmônico e bíblico desta DECLARAÇÃO DE FÉ caracteriza-se por sua similitude no rigor da observação doutrinaria estabelecida pela vivacidade da PALAVRA DE DEUS. A sua publicação é o instrumento maior para conscientizar toda a Igreja Assembleia de Deus no Brasil. Mesmo em forma sintética, abrange todas as principais doutrinas bíblicas, facilitando o conhecimento e conservando nossa mente contra as muitas heresias. “A Bíblia revela a verdade em forma popular de vida e fato; o Credo declara uma forma lógica de doutrina”. Após um intensivo trabalho de oração, e apreciações lampejantes, e muitas pesquisas, nossa competente Comissão coloca em nossas mãos este sumário de doutrinas bíblicas. Nossa DECLARAÇÃO DE FÉ facilita aos nossos irmãos um melhor conhecimento bíblico e ajudanos na preparação da fé de novos membros da Igreja. Temos em mãos um trabalho onde é somada a GRAÇA com atavios do aticismo, mesmo usando linguagem correta, fluente e compreensível. Nossa mais expressiva gratidão aos ilustres irmãos teólogos componentes desta douta COMISSÃO, pelo trabalho concluído. A ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL TEM UMA COMPLETA DECLARAÇÃO DE FÉ. José Wellington Bezerra da Costa Presidente da CGADB

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Quem quer viver debaixo do GOVERNO DE DEUS precisa saber que O Reino de Deus funciona segundo suas próprias leis, e não segundo as leis deste mundo.
Lei da Semeadura – Quem planta, colhe.
Não erreis: de Deus não se zomba; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. (Gl 6:7)
.Lei da Submissão – Quem se submete, tem autoridade
Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. (Rm 13:1)
Lei da humilhação – Quem se humilha, será exaltad
Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; (1Pe 5:6)
A lei da  recompensa e gratidão
E um ciclo que se repete sempre com abundancia
Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo. 
Colossenses 3:23-24
A lei da fidelidade
Contigo também, Senhor, está a fidelidade. É certo que retribuirás a cada um
conforme o seu procedimento. 
Salmos 62:12
Deus sempre honra quem e fiel.
A lei da justiça
Rom 10:3 Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.
Ele ama a justiça e a retidão;
a terra está cheia da bondade do Senhor. 
Salmos 33:5

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Base da doutrina Assembleiana

Em um mundo em transformações que freqüentemente modifica suas premissas e valores, os princípios absolutos do Evangelho do Senhor Jesus Cristo permanecem inabaláveis, evidenciando o propósito divino para a humanidade. Temos a Bíblia como a revelação de Deus, dada a santos homens por inspiração do Espírito Santo e a reconhecemos como autoridade única e infalível quanto a fé e conduta. Dessa divisa deriva nossa Declaração de Fé que consta de 14 pontos doutrinais, publicados e praticados pelas Assembleias de Deus no Brasil.
1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29). 

2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17). 

3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9). 

4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19). 

5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8). 

6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9). 

7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).
8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15). 

9) No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7). 

10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12). 

11) Na Segunda Vinda pré-milenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira – invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda – visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14). 

12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10). 

13) No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15). 

14) E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Usos e Costumes - Assembleianos

Sobre a origem dos usos e costumes dentro das Assembleias de Deus as opiniões são divergentes. Alguns creditam sua gênese somente aos missionários pioneiros. Outros aos obreiros brasileiros, os quais refletiam nos ensinamentos seus conceitos de santidade apoiados na cultura da época.

Silas Daniel no História da CGADB, ao comentar sobre a polêmica resolução do presbitério da AD em São Cristóvão sobre o assunto, aponta Gunnar Vingern e Otto Nelson como "os missionários suecos mais rígidos em termos de vestimentas".

Outros autores apontam os próprios pastores nativos, que perpetuaram certos costumes influenciados pela tradição católica. Altair Germano em seu blog cita Robson Calvalcanti, o qual em seu livro A Igreja, o país e o mundo: desafios a uma fé engajada comenta "sobre questões culturais, e de forma mais específica, sobre a maneira das mulheres 'Assembleianas' se vestirem":
Por que as mulheres da Assembleia de Deus no Brasil se vestem assim, quando em outros países do mundo, até mesmo da América Latina, não o fazem? É um costume da Assembleia de Deus no Brasil. Aí, você vai descobrir que essa denominação não começa no sul, mas no norte e no Nordeste, na zona rural. Converteram-se pessoas que vinham da Igreja Católica, da religião popular. E quem viveu no interior do Nordeste, nos anos de 40-60, percebe que a beata católica tinha como características não se pintar, usar cabelos longos presos e roupas longas. Tal costume, então, dessa denominação é, na verdade, uma absorção da cultura católica popular, que depois se tornou doutrina.
Para o pastor e teólogo Jesiel Padilha foram os líderes nativos e não os escandinavos os responsáveis por tamanha rigidez. Segundo o escritor as "exigências de comportamento das mulheres em relação a cabelo, roupas, sapatos foram intensificados por esses líderes". 

Não só isso, a "cartilha do que poderia ser usado, ou não, onde o crente poderia circular ou se poderia participar ou frequentar algum recinto seria o tema principal das plenárias convencionais".

Pastor Jesiel no seu livro biográfico Carlos Padilha: combati o bom combate traz algumas pérolas sobre as questões de usos e costumes nas ADs:
Na década de 1960 era inadmissível uma filha de um Pastor brasileiro, mesmo que tivesse dez anos cortar o cabelo. Se isso ocorresse a contraventora era disciplinada e impedida de participar dos conjuntos vocais e outras atividades. A franja era chamada de chifre do bode, inclusive na década de oitenta era comentado em cultos de doutrina corriqueiramente. (p.26)
A bateria era o bicho papão para muitos pastores. A resistência dos presidentes contra a bateria foi muito mais forte. Só na década de 90 é que foi liberada. Muitos pastores diziam que a bateria era o trono de Satanás e nela o camarada pintava e bordava balançando o corpo freneticamente e batendo em todas as direções. Diziam até que a pessoa estava endemoninhada. (p.91)
Ainda segundo o pastor Padilha na década de 1960 se presenciou "a onda do sectarismo religioso e do radicalismo, onde tudo era pecado - assistir televisão, cuspir, beber Coca-Cola, usar tênis e jeans e outras proibições esdrúxulas". Ironicamente, o autor chama esse período de "onda do talibã religioso" nas igrejas pentecostais.

Após tantas controvérsias sobre o tema, muitos membros das ADs ainda observam os usos e costumes deixados pelos pioneiros. Alguns praticam parcialmente, enquanto outros abandonaram completamente as antigas normas. A denominação com certeza em diversos lugares não superou o tema e nem abandonou seus antigos princípios. mas a igreja é de Deus e ele sabe tomar decisões em tempos oportuno.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Paulo escreveu a Tito: Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (Tito 2.1). Ao dar esta ordem, Paulo nos ensina sobre o que a igreja deve falar. Falar a sã doutrina é responsabilidade da igreja, ela deve ser conhecida por isso. A sã doutrina é a sua voz. É por isso que ela está neste mundo. Pedro escreveu que a igreja é a propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que a chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1Pe.2.9, ênfase acrescentada). A igreja tem a responsabilidade de tornar o caráter de Deus conhecido. É preciso proclamar as virtudes de Deus e a igreja faz isso quando fala o que convém à sã doutrina. Falar a sã doutrina é a responsabilidade da igreja. Muitos pensam em doutrinas como assuntos para serem tratados em livros de teologia sistemática, ou classes onde se ensinam os pilares do pensamento cristão. Certamente envolve isso, porém a sã doutrina lida também diretamente com o dia a dia das pessoas. Quando Paulo pensava em sã doutrina, ele pensava em como as pessoas estavam vivendo. Na carta de Paulo a Tito, encontramos algumas razões pelas quais é importante que a igreja se concentre nesta tarefa. Primeiro, a sã doutrina expõe o falso ensino. Paulo escreveu: Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância(Tt.1.10,11). Paulo afirma que o ensino destes homens para nada era proveitoso. Suas palavras eram vazias e nada acrescentavam aos que ouviam. Ao contrário, tais palavras eram prejudiciais. Paulo diz que eles pervertiam casas inteiras. O ensino destes homens estava destruindo famílias. A má doutrina, sorrateiramente, ataca a família e a perverte. É preciso calar estas vozes destruidoras. Como, porém, fazemos isso? Falando corajosa e abertamente a sã doutrina. Quando falamos a sã doutrina, consequentemente expomos o que é falso. Não podemos nos envergonhar do que cremos e devemos falar e continuar falando a sã doutrina. Por medo da impopularidade a igreja é tentada a parar de falar o que convém e falar o que as pessoas desejam ouvir. Isto abre espaço para que o ensino falso entre na igreja e, em consequência, a família seja degradada. Não é sem motivo que temos visto tantos pais separados e filhos sendo criados sem a presença deles. Quando a sã doutrina não é falada, o falso ensino ocupa o seu lugar e as dolorosas consequências são percebidas na família. A segunda razão importante para que a sã doutrina seja falada é que ela expõe a falsa profissão de fé. Paulo escreve que aqueles homens no tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra(Tt.1.16). Em Creta, havia pessoas que professavam crer em Deus, no entanto suas atitudes demonstravam o contrário. Elas não eram de fato convertidas ao Senhor, ainda que dissessem ser. Este é o efeito do falso ensino, ele gera uma falsa profissão de fé. Quando a má doutrina é ensinada, as pessoas são enganadas. Elas dizem que conhecem a Deus, falam coisas a respeito de Deus, cantam músicas sobre Deus, mas de fato não O conhecem. Pessoas estão sendo enganadas, estão crendo que são salvas, professando conhecer a Deus, sem nunca de fato O terem conhecido. Jesus disse que elas o chamam de Senhor, mas Ele nunca as conheceu (Mt.7.21,22). Somente a sã doutrina pode desfazer o engano e ajudar as pessoas a entenderem o que é conhecer a Deus. A igreja deve falar a sã doutrina, assim os que são salvos serão confirmados; os enganados, ou serão transformados ou se retirarão por não suportarem a sã doutrina. Alguém disse que o evangelho ruim é pior do que evangelho nenhum. A terceira razão para se falar a sã doutrina é que ela lida com o comportamento das pessoas. Paulo, em Tito 2.1-10, deixou claro como a sã doutrina é algo prático. Ela ensina ao homem o que é ser homem. Paulo escreveu: Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância (Tt.2.2). Vivemos num mundo em que os jovens querem sempre ser jovens. Querem prolongar sua adolescência, desejam que a juventude não passe nunca. O mundo deseja que a vida seja uma grande brincadeira cheia de diversão. Entretanto, Deus nos fez para sermos adultos. A juventude é apenas uma pequena etapa da vida. A maior parte da vida é para ser vivida como adulto. Os conselhos deste mundo, porém, são contrários a isso e querem fazer das pessoas, eternos jovens. É preciso falar o que é ser homem, alguém moderado, respeitável, sensato e sadio na fé. Não temos visto as pessoas sendo respeitáveis por serem mais velhas, uma das razões é porque não querem parecer adultas e respeitáveis. Assim, a sociedade se degrada em larga escala. Só a igreja pode apresentar a solução para isso: Falar a Sã Doutrina. A sã doutrina também ensina à mulher o que é ser mulher. Paulo escreveu que as mulheres mais velhas devem ensinar as mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos (Tt.2.3-5). Os conselhos deste mundo têm ensinado as mulheres a agirem como homens, a pensarem como homens, a fazerem atividades de homens. Até mesmo quanto à sexualidade, as mulheres têm sido levadas a pensarem como homens. Achando-se livres e emancipadas fazem, cada vez mais, o que homens egoístas querem que façam. Existe o lado feminino da sexualidade e ele parece estar sendo cada vez mais desconsiderado. Mais lamentável ainda é ver estes pensamentos seculares sobre a mulher sendo seguidos por aqueles que dizem crer na Bíblia. A sã doutrina ensina a mulher a ser mulher dentro dos propósitos de Deus. Aqui é mais um lugar onde a vergonha tem dominado a igreja. Muitos se envergonham deste ensino, acham-no ultrapassado e sem relevância e por isso não o falam. Temos deixado o pensamento secular nos dizer o que é ser mulher. Deus, que é quem criou a mulher, sabe o que é melhor e satisfatório para ela, e sua Palavra nos ensina isso. Ela tem um papel nobre, exaltado e digno na família, na igreja e na sociedade. Porém este mundo tem diminuído este papel e feito com que tenhamos vergonha dele. Assim, temos mulheres abandonando a feminilidade que Deus designou para elas. O resultado tem sido percebido na sociedade. Falar a sã doutrina é ensinar a mulher a ser mulher. A sã doutrina ensina o jovem a ser criterioso. Paulo escreveu: Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos (Tt.2.6). Em todas as coisas os jovens devem ter critério. Ter critério fala de ter uma mente sadia. Jovens são facilmente corrompidos pelos maus conselhos deste mundo, basta conferir o número de ordenanças que a Bíblia dá quanto a isso. O livro de Provérbios, por exemplo, é intenso em falar a eles. Para muitos jovens, o que a maioria está fazendo não parece ser errado. Não é sem motivo que Paulo os ordena a serem criteriosos em todas as coisas. A sã doutrina os ajuda a ter critérios, a fim de que suas decisões sejam sábias. A juventude é um período curto da vida, porém nele são tomadas decisões que trazem consequências para a vida toda. Por isso é importante que a sã doutrina seja falada. Davi escreveu no Salmo 19.7 que o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Símplices é tradução de uma palavra hebraica que traz a ideia de uma porta aberta. A ideia é que o testemunho do Senhor faz com que o crente aprenda a fechar sua mente. Ter a mente aberta é um conselho deste mundo e não da Palavra de Deus. A Palavra de Deus dá sabedoria de maneira que não sejamos mais símplices, isto é, que não sejamos mais aqueles que aceitam tudo o que nos é oferecido sem qualquer resistência. É por meio da sã doutrina que ensinamos os jovens a não serem símplices, de mente aberta. Por meio dela, eles aprendem a ser criteriosos. Quando a Palavra de Deus está na mente, ela é o filtro que impedirá os maus conselhos de entrar. Jovens precisam da sã doutrina. A igreja tem esta grande responsabilidade. São razões importantes para não fugirmos dela. Não podemos nos contentar com menos que isso. Não podemos ser condescendentes e permitirmos que assuntos que não convêm à sã doutrina sejam assuntos dominantes na igreja. Cada membro da igreja do Senhor Jesus Cristo é responsável por isso, uns por falarem, outros por ouvirem. Não podemos nos furtar desta grande responsabilidade: falar a sã doutrina.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

SANTIFICAÇÃO. As palavras "santificar", "sagrado" e "santo" são traduções da mesma palavra grega. Elas significam estar separado para um serviço especial. Na Bíblia muitas coisas além de pessoas são apresentadas como santificadas –- os móveis do Tabernáculo (Ex. 40:10, 11,13); uma montanha (Ex. 19:23); comida (1 Ti. 4:5). Torna-se até possível para um crente santificar a Deus no seu coração (1 Pe. 3:15). Portanto, santificar, ou tornar sagrado, não significa purificar ou tornar sem pecado, mas separar alguma coisa para Deus e o serviço a Deus. Em relação ao Cristão, santificação ou santidade significa estar separado do pecado e para Deus. Existem três aspectos distintamente diferentes desta santificação: passado, presente e futuro. Todo Cristão está autorizado a falar, "fui santificado; estou sendo santificado; ainda serei santificado." SANTIFICAÇÃO PASSADA significa que o crente já foi posicionalmente separado em Cristo (At. 20:32; 1 Co. 1:2; 1:30; 6:9-11; He. 10:10, 14). No novo nascimento, cada crente está sendo eternamente santificado em Cristo, é retirado do poder do diabo para dentro da família de Deus (Jo. 1:14; Ga. 4:4-6), do reino do diabo para dentro do reino de Cristo (Col. 1:12, 13); da velha criação para a nova criação (2 Co. 5:17). Esta santificação é uma realidade eterna e está baseada numa nova posição spiritual que o Cristão tem em Jesus Cristo. Os crentes de Corinto não estavam sem pecado, e apesar disso foram chamados de santos e foi escrito que foram santificados (1 Co. 1:2, 30). Neste sentido, o Cristão pode dizer, "ESTOU santificado em Cristo." SANTIFICAÇÃO PRESENTE (ATUAL) indica o processo pelo qual o Espírito Santo gradualmente muda a vida do crente para dar vitória sobre o pecado. Esta é a santificação prática. Trata-se do crescimento cristão, deixando o pecado do lado e vestindo dedicação a Deus (Ro. 6:19, 22; 1 Th. 4:3, 4; 1 Pe. 1:14-16). [Nota do tradutor: A palavra inglesa “godliness” aparentemente não tem tradução própria em português. Ela significa algo parecido como “ser semelhante, ser um reflexo de Deus”. O dicionário somente indica “piedade, dedicação a Deus”.] Este processo atual de santificação nunca acaba nesta vida (1 Jo. 1:8-10). O Cristão precisa resistir ao pecado até ser levado deste mundo através da morte ou na volta de Cristo. Neste sentido, o Cristão pode dizer, "ESTOU SENDO santificado pelo poder de Deus." SANTIFICAÇÃO FUTURA é a perfeição que o crente vai desfrutar na ressurreição (1 Tes. 5:23). Na vinda de Cristo, cada crente receberá um corpo novo que estará sem pecado. O Cristão não terá mais de resistir ao pecado ou de crescer para a perfeição. Sua santificação estará completa. Ele estará inteira e eternamente separado do pecado e para Deus. Neste sentido, o Cristão ESTARÁ santificado na volta de Cristo. Precisamos tomar cuidado para não confundir estes aspectos diferentes da santificação ou santidade. que Deus te abençoe rica e abundantemente: CONT 27999501369

terça-feira, 4 de abril de 2017

O PERIGO DA DESOBEDIÊNCIA Quando o ser humano desobedece a lei aqui desta terra, ele corre o risco de ser punido. Quando desobedece aos pais, corre o risco de as coisas darem errado. E quando você desobedece aos ensinamentos de Deus, é certo que você sofrerá com as conseqüências. O perigo da desobediência é o ser humano trazer sofrimentos para sua vida. Aqui nesta terra, aqueles que têm dinheiro e influência se livram das punições da lei. Em alguns casos os pais, podem errar em seus julgamentos e por isso as conseqüências de sua desobediência, podem ser menores. Mas, o Deus Todo-Poderoso nunca erra em Seus julgamentos e por isso o que Ele diz é sempre o certo. E a Deus não se compra e por isso ninguém pode escapar da Sua cobrança. “Não se engane: de Deus não se zomba. Aquilo que uma pessoa plantar é isso mesmo que colherá.” (GÁLATAS 6 v. 7) Nenhum ser humano passa por nada nessa terra se não for merecedor. As Escrituras Sagradas nos dão vários exemplos daqueles que sofreram por causa da desobediência. “Irmãos, eu quero que vocês se lembrem do que aconteceu com os nossos antepassados que seguiram Moisés. Todos estiveram debaixo da nuvem e passaram pelo mar Vermelho. Eles foram batizados na nuvem e no mar, como seguidores de Moisés. Todos comeram a mesma comida espiritual e beberam a mesma bebida espiritual. Pois bebiam daquela rocha espiritual que ia com eles, e a rocha era Cristo. Porém a maioria deles não agradou a Deus, e por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto. Tudo isso aconteceu como exemplo para nós, para não querermos coisas más como eles quiseram nem adorarmos ídolos como alguns deles adoraram. Como dizem as Escrituras Sagradas: ‘O povo sentou-se para comer e beber e se levantou para dançar.’ Não devemos cometer imoralidades como alguns deles fizeram. E, porque eles fizeram isso vinte e três mil pessoas caíram mortas num dia só. Não devemos pôr à prova a paciência do Senhor, como alguns deles fizeram e por isso foram mortos pelas cobras. Vocês não devem se queixar, como fizeram alguns deles e foram destruídos pelo Anjo da Morte. Tudo isso aconteceu com os nossos antepassados como exemplo para os outros, e estas coisas foram escritas como aviso para nós. Pois estamos vivendo numa época em que o fim dos tempos está chegando.” (I CORÍNTIOS 10 v. 1-11) O Deus Todo-Poderoso deu leis ao povo de Israel e disse que se eles obedecessem tudo correria bem em suas vidas. E muitas dessas leis servem para nós hoje e se não obedecermos também sofreremos com o castigo. Se você estiver passando por algum tipo de sofrimento, procure se lembrar dos seus erros. Se não se lembrar, peça a Deus que Ele te lembrará. Deus ensinou que os filhos devem respeitar os seus pais. Hoje não vemos isso: os pais ensinam, cuidam, mas os filhos não os respeitam e sempre têm uma resposta para cada coisa que os pais dizem. Uma mãe disse a sua filha: - Não vá passar o carnaval fora. É muito perigoso. E implorou pedindo a filha para não ir. Mas a resposta da filha foi esta: - Eu sei me cuidar muito bem. Já tenho vinte e cinco anos. O resultado foi esse: a moça foi estuprada, morta e queimada. Hoje os filhos não dão atenção ao que os pais dizem, porque acham que sabem de tudo. Se o pai diz que tal lugar é perigoso, o filho não dá atenção. Outros mentem: dizem que vão para um lugar e vão para outro. Aí acontece uma desgraça e as pessoas ainda dizem que Deus é injusto. Mas é Lei de Deus: toda desobediência tem seu preço! “Maldito seja aquele que desrespeitar o pai e mãe!” (DEUTERONÔMIO 27 v. 16) Deus avisava ao povo tudo o que aconteceria se desobedecessem, mas mesmo assim o povo cometia erros e sofria com o castigo. O povo de Israel queria um rei para governá-lo e Deus disse: “- Portanto, atenda o pedido deles. Mas avise essa gente, explicando com toda a clareza como o rei vai tratá-los. Então Samuel explicou ao povo tudo o que o Senhor lhe tinha dito. Ele disse: - O rei os tratará assim: tomará os filhos de vocês para serem soldados; porá alguns para servirem nos seus carros de guerra, outros na cavalaria e outros para correrem adiante dos carros. Colocará alguns deles como oficiais encarregados de mil soldados, e outros encarregados de cinqüenta. Os seus filhos terão de cultivar as terras dele, fazer as suas colheitas e fabricar as suas armas e equipamentos para os seus carros de guerra. As filhas de vocês terão de preparar os perfumes do rei e trabalhar como suas cozinheiras e padeiras. Ele tomará de vocês os melhores campos, plantações de uvas, bosques de oliveiras e dará tudo aos seus funcionários. Ficará com a décima parte dos cereais e das uvas, para dar aos funcionários da corte e aos outros funcionários. Tomará também os empregados de vocês, o melhor gado e os melhores jumentos, para trabalharem para ele. E ficará com a décima parte dos rebanhos de vocês. E vocês serão seus escravos. Quando isso acontecer, vocês chorarão amargamente por causa do rei que escolheram, porém o Senhor Deus não ouvirá as suas queixas. Mas o povo não se importou com o aviso de Samuel. Pelo contrário, eles disseram: - Não adianta. Nós queremos um rei. Queremos ser como as outras nações: queremos ter um rei para nos governar, para nos dirigir na guerra e lutar em nossas batalhas.” (I SAMUEL 8 v. 9-20) E o povo de Israel sofreu as conseqüências de não ter dado atenção aos conselhos de Deus. E hoje no mundo todo ainda acontecem muitas tragédias por causa da desobediência às leis de Deus. Mas, ninguém está dando importância aos avisos de Deus. Todos cometem erros, mas aquele que reconhece que é um pecador, Deus ajuda nas horas de dificuldades. Davi cometeu pecados, mas quando foi repreendido, ele confessou e aceitou o castigo de Deus. “Então Natã disse a Davi: - E é isto o que diz o Senhor, o Deus de Israel: ‘Eu tornei você rei de Israel e o salvei de Saul. Eu lhe dei o reino e as mulheres dele; tornei você rei de Israel e de Judá. E, se isso não bastasse, Eu lhe teria dado duas vezes mais. Por que é que você desobedeceu aos Meus mandamentos e fez essa coisa tão horrível? Você fez com que Urias fosse morto na batalha; deixou que os amonitas o matassem e então ficou com a esposa dele! Portanto, porque você Me desobedeceu e tomou a mulher de Urias, sempre alguns dos seus descendentes morrerão de morte violenta. E também afirmo que farei uma pessoa da sua própria família causar a sua desgraça. Você verá isso quando Eu tirar as suas esposas e as der a outro homem; e ele terá relações com elas em plena luz do dia. Você pecou escondido, em segredo, mas Eu farei com que isso aconteça em plena luz do dia, para todo o povo de Israel ver.’ Então Davi disse: - Eu pequei contra Deus, o Senhor. Natã respondeu: - O Senhor perdoou o seu pecado; você não morrerá. Mas, porque, fazendo isso, você mostrou tanto desprezo pelo Senhor, o seu filho morrerá. Aí Natã foi para casa. Quando Davi viu os oficiais cochichando uns com os outros, compreendeu que a criança havia morrido. Então perguntou: - A criança morreu? - Morreu! - responderam eles. Então Davi se levantou do chão, tomou um banho, penteou os cabelos e trocou de roupa. Depois foi à casa de Deus, o Senhor, e o adorou. Quando voltou ao palácio, pediu comida e comeu logo o que lhe foi servido. Aí os seus oficiais disseram: - Nós não entendemos isto. Enquanto o menino estava vivo, o senhor chorou por ele e não comeu; mas, logo que ele morreu, o senhor se levantou e comeu! - Sim! - respondeu Davi. Enquanto o menino estava vivo, eu jejuei e chorei porque o Senhor poderia ter pena de mim e não deixar que ele morresse. Mas agora que está morto, por que jejuar? Será que eu poderia fazê-lo viver novamente? Um dia eu irei para o lugar onde ele está, porém ele nunca voltará para mim.” (II SAMUEL 12 v. 7-15, 19-23) O amor e a confiança em Deus fizeram de Davi um grande rei e um homem guiado pelo Espírito Santo. Ele teve suas falhas, mas nunca se rebelou contra Deus. E Deus o abençoou muito. Por isso, meu irmão, não se ache justo nem se orgulhe. Olhe para trás e veja o que já fez de mau ao teu próximo, se arrependa do mal que fez aos outros e aceite a correção de Deus, pois só assim você conseguirá o perdão Dele. E não pense que basta entrar para uma igreja para que Deus perdoe seus pecados. Deus só perdoa quando nos arrependemos e aceitamos os sofrimentos causados pela desobediência. Pois tem pessoas que sofrem, mas não se arrependem do que fizeram e ainda acham que Deus é o culpado. “Agora, vocês que têm juízo, me escutem. Será que Deus faria alguma coisa errada? Será que o Todo-Poderoso cometeria alguma injustiça? Ele nos paga de acordo com o que fazemos e dá a cada um o que merece. Na verdade, o Deus Todo-Poderoso não faz o mal e não é injusto com ninguém.” (JÓ 34 v. 10-12) Todos são maus, pecadores e desobedientes, mas sempre se fazem de vítimas e colocam a culpa em Deus ou nos outros por causa dos seus erros. Veja o exemplo de Adão e Eva. Nenhum dos dois reconheceu o seu erro: Adão colocou a culpa em Deus e Eva colocou a culpa na cobra. Falta humildade aos seres humanos para aceitarem que são maus, pecadores e desobedientes, que sofrem por causa da língua, do orgulho e por não admitir que o nosso Deus e Pai está certo quando os corrige. Tome muito cuidado, pois o maior risco que o ser humano corre por ser desobediente é ter sua alma condenada ao inferno. “Assim, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair. As tentações que vocês têm de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentaram; mas Deus cumpre a Sua promessa e não deixará que sofram tentações além das suas forças. Ao contrário, quando vier a tentação, Deus dará forças a vocês para suportá-la, e assim poderão sair dela.” (I CORÍNTIOS 10 v. 12-13)que Deus abençoe Rica e abundantemente: cont:27 999501369